domingo, 5 de dezembro de 2010

Gastar tempo com os filhos

Fábio Henrique Prado de Toledo 
Fazia algum tempo que não passava pela experiência de estar em casa sem as crianças. Há um silêncio ensurdecedor. As coisas estão insuportavelmente em ordem. Não há brinquedos pela casa e, se me ocorre deixar o sapato fora do armário, não virá um pequeno colocá-lo para sair fazendo barulho corredor afora. Mas que falta fazem! Esses momentos de solidão, apesar de desagradáveis, são bons para refletir sobre o tempo dedicado aos filhos. Ou, antes disso, e talvez mais difícil de se responder: por que os trazemos à vida? 

Se fôssemos surpreendidos por essa indagação, de pronto teríamos dificuldades para responder. 

Talvez pensássemos que os padrões sociais nos impõem que, em determinado momento, o normal é casar-se e, em se casando, o natural é também ter filhos. Mas os trazemos ao mundo apenas porque todo mundo, ou quase todos o fazem? 

Ter filho pressupõe, antes de tudo, acreditar na vida. Sempre achei de um pessimismo destrutivo a célebre a frase de Machado de Assis, em Memórias Póstumas de Brás Cubas: Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria. No entanto, pode-se dizer o que quiser contra o autor da afirmação, menos que não seja coerente. De fato, por que trazer essas criaturinhas à vida se não se acredita na felicidade que essa existência entranhadamente anseia? 

Os filhos, assim como seus pais, como também qualquer ser humano que há na face da terra existe para uma finalidade, e é só isso que vale a pena: ser feliz. E eles nascem com o direito inalienável de que aqueles por quem vieram ao mundo os ensinem, mais que com palavras, com o exemplo encarnado em suas existências, que vale a pena, que a felicidade existe. 

Mas como podem os pais dizer isso aos filhos se não convivem, se não há relacionamento entre uns e outros? 

Soube de uma conversa entre um pai e o seu filho pequeno. Era já quinta-feira e a criança não via o pai, ainda que pernoitassem na mesma casa, desde domingo. É que o trabalho exige muito, de modo que saía para o trabalho bem cedo, quando o filho ainda dormia e retornava muito tarde, quando já se deitara. Na quinta-feira, calhou de o filho acordar mais cedo e surpreendeu o pai saindo afobado: 

“Papai, aonde vai?”. “Vou trabalhar, filho, e já estou atrasado”, respondeu o pai já abrindo a porta de saída. “A gente não ficou quase nada juntos nesses dias”, disse o filho querendo um pouco de atenção. “Filho, o que importa não é a quantidade, mas a qualidade”, argumentou o pai. “Pai, para onde você vai agora?”. “Tenho uma reunião muito demorada e, depois, terei de trabalhar até tarde para terminar o serviço pendente”. “Pai, mas você não disse que o que importa é a qualidade e não a quantidade, então por que não vem mais cedo hoje?”. Sem resposta, o pai saiu remoendo aquela pergunta na cabeça. 

A vida moderna impõe muitos desafios na educação, e talvez o maior deles seja encontrar tempo para estar com os filhos. Não há regra fixa para isso, nem muito menos soluções mágicas. Cada um deve, com um pouco de criatividade e com esforço, heróico, às vezes, encontrar o tempo para isso. E mais que estar juntos, cuidar de que sejam momentos verdadeiramente alegres, permeados daquela alegria que inunda o ambiente quando se dispõe a esquecer de si próprio para fazer a vida mais agradável aos outros. 

E as férias são um bom momento para isso. Porém, isso depende de como as programamos. Seria bom que nos fizéssemos a seguinte indagação antes de planejarmos esses dias de descanso: isso que faremos nos aproximará mais dos filhos, ou, ao contrário, servirá para criarmos uma distância ainda maior? 

O grande desafio dos pais de hoje é poder dizer com sinceridade, por pautar suas vidas por esse ideal: “tive filhos, transmiti a essas criaturas o legado de minha alegria”. 


Fábio Henrique Prado de Toledo é juiz de Direito em Campinas, professor da Unip e do Curso Veredicto e representante de pais no Conselho de Administração do Colégio Nautas.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Kaká e sua mulher não são mais membros da Renascer

04 de Dezembro de 2010 19:36

Por Redação Yahoo! Brasil

A igreja Renascer confirmou neste sábado que Kaká e sua mulher Celico não são mais seus seguidores. O motivo do desligamento não foi divulgado e na última sexta-feira, os dois receberam sua última bênção como fiéis.
Segundo a assessoria de imprensa da Renascer, não houve desentendimento entre o atleta do Real Madrid e o casal fundador da igreja, Estevam e Sonia Hernandes.
A coluna Zapping, do jornal Agora, publicou em outubro que os dois se distanciaram da Igreja e estariam prestes a sair por descontentamento com a administração.
Conforme a a publicação, quando uma parte do teto da sede da Renascer na Mooca (zona leste) desabou em agosto, Kaká teria consultado um perito e constatado a negligência. Em janeiro de 2009, o teto de um templo no Cambuci (zona sul) também caiu e o acidente provocou a morte de nove pessoas, além de deixar centenas de feridos.
O casal Estevam e Sonia Hernandes se envolveram recentemente em problemas com a Justiça e foram condenados a quatro anos de reclusão por evasão de divisas.
O crime aconteceu em 2007 quando os dois foram detidos no aeroporto de Miami com US$ 56,4 mil escondidos na bagagem, incluindo uma bíblia. Em seguida, eles foram condenados pela justiça dos Estados Unidos por dois crimes: contrabando de dinheiro e conspiração para contrabando de dinheiro.

Dilma fala ao Washington Post sobre Irã, EUA e Lula

Sáb, 04 Dez, 05h25
A presidente eleita, Dilma Rousseff, fez questão de mostrar melhor suas credenciais ao mundo, em entrevista ao jornal Washington Post, deixando claro que nem todas as posições do governo de Luiz Inácio Lula da Silva são também as suas, especialmente ao falar sobre o Irã. Dilma condenou o apedrejamento e qualquer outro tipo de prática "medieval" contra mulheres e disse que não se sentiria confortável , como uma mulher presidente, em não deixar clara essa posição. Por outro lado, disse que é importante tentar estabelecer a paz no Oriente Médio, sugerindo que seu governo continuará buscando estratégias de paz naquela região.
A presidente eleita também criticou a política de afrouxamento quantitativo dos Estados Unidos, mas ao mesmo tempo fez questão de dizer que seu governo buscará estreitar os laços com o governo de Barack Obama.
Dilma reconheceu que o momento é de grande instabilidade global por causa da crise econômica, e que é fundamental tentar garantir a retomada das economias desenvolvidas para garantir o equilíbrio do mundo. "Ninguém no Brasil se sentirá confortável se os EUA continuarem com altas taxas de desemprego. A recuperação dos EUA é importante para o Brasil porque os EUA são um extraordinário mercado consumidor", afirmou.
Dilma fez questão de reforçar que pretende dar continuidade ao caminho econômico estabelecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela disse que nos próximos quatro anos pretende reduzir mais a relação dívida/PIB e garantir a estabilidade inflacionária. Segundo Dilma, o objetivo do seu governo é reduzir a dívida do País para 30% do PIB.
Ela voltou a dizer que quer que os juros no Brasil caiam para patamares internacionais. "E para conseguir isso uma das tarefas mais importantes será a de reduzir a dívida pública", afirmou. "Outro tema importante será melhorar a competitividade da nossa indústria e agricultura. Por isso é tão importante que o Brazil racionalize seu sistema tributário", disse a presidente eleita ao Washington Post.

Qual a importância da descoberta de bactéria anunciada pela Nasa?

Sáb, 04 Dez, 12h11
Por Isis Nóbile Diniz, da Redação Yahoo! Brasil
A Agência Espacial Americana (Nasa)anunciou no Dia da Astronomia, quinta-feira (2), que pesquisadores encontraram, em um lago da Califórnia, Estados Unidos, bactéria que incorpora o arsênio - um veneno letal para a maioria dos seres vivos - no DNA. O que, diziam empolgados os cientistas, terá impacto na busca de formas de vida extraterrestre. Mas por quê?
Em busca de uma explicação científica e compreensível para leigos, o Yahoo! entrevistou Carlos Alexandre Wuensche, professor titular e responsável pela linha de pesquisa em cosmologia do obersvatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O astrofísico é apaixonado pela astrobiologia, ciência que estuda a vida fora da Terra, desde 2004. E, com exclusividade, responde as principais dúvidas sobre o tema:
Yahoo! - Qual a importância da descoberta?
Carlos Alexandre Wuensche - O principal é que está confirmado, mas tem gente que contestou a pesquisa, que existem outras possiblidades de a vida se rearranjar, diferentemente do que conhecíamos até agora. A gente sabia que os seres vivos eram compostos por carbono, nitrogênio, oxigênio, hidrogênio, fósforo e enxofre. A supresa está nessa bactéria, no lugar do fósforo, usar arsênio. Para entender, imagine que o DNA é uma escada. O fósforo é a lateral da escada, neste caso, no lugar dele, há o arsênio. Além disso, trata-se do inesperado porque o arsênio é um veneno para a maioria das espécies.
Y! - Por que alguns pesquisadores contestam a descoberta? 
CAW - Quem contesta diz que o arseniato no lugar do fosfato deveria gerar uma reação química que desmontaria a estrutura do DNA. Mesmo assim, a descoberta é fantástica porque deve haver uma reação que a gente não conhece que estabiliza o DNA composto com arseniato. Agora, os pesquisadores estão procurando outras bactérias em lugares ricos em arsênio para checar se existem outras semelhantes.
Y! - Mas já existia hipótese de vida baseada em outros elementos químicos, não é? 
CAW - Um artigo, publicado em 2003, falava da hipótese de vida baseada em silício. O problema é que ele possui uma série de limitações físicas. No lugar da água - que permite que aconteçam processos químicos que dão origem à vida -, deve existir nitrogênio, amônia ou metano líquido. Mesmo assim, um fator complica essa criação. O silício trabalha em temperatura abaixo de zero, em por volta de -200 ºC. O metabolismo nessa condição é mais lento e a energia é baixa, tornando essa formação mais complicada. Sem contar que nitrogênio, amônia ou metano líquido são menos abundantes que a água.
Y! - Por que os pesquisadores relacionaram a descoberta com a chance de encontrar vida fora da Terra? 
CAW - Porque, até agora, a gente procurava algo parecido com o que conhecemos na Terra. Com a descoberta, há uma versatilidade para procurar vida fora do planeta. Pode ser que perdemos a chance de encontar vida fora do planeta, por não saber que certeza se existia desse tipo. Mas os pesquisadores não começaram o estudo, no lago da Califórnia, de olho nisso. Eles estudavam o lugar por ser muito salino e, mesmo assim, existirem bactérias vivendo bem lá. Sem querer, ao ver que o DNA incorpora o arsênio, surgiu a surpresa.
Y! - Quais as principais dificuldades em encontrar vida fora da Terra? 
CAW - Desconsiderando encontrar vida inteligente, já que outra civilização teria que enviar um sinal para cá e a gente captar, pode ser que resquícios de bactérias que já existiram ou bactérias vivas sejam encontradas em Marte ou nas luas de Júpiter. Na Terra, mais de 99% dos organismos vivos são bactérias. Em Marte, por exemplo, há uma grande quantidade de gás metano. Sabe-se que o elemento pode ser derivado de respiração vegetal e o nitrogênio, por exemplo, de decomposição de sistemas vivos. Então, o subsolo do planeta pode estar repleto de bactérias ou, outra hipótese, é que alguma atividade geológica como vulcões gera o gás. O solo do planeta será escavado e analisado em busca de bactérias. A melhor maneira é ir até os planetas, luas, etc. Mas as distâncias entre eles e a Terra são muito grandes. Para chegar ao sistema estelar mais próximo de nós, o Alfa Centauri, seriam necessários 176 mil anos viajando na velocidade do ônibus espacial (28 mil km/h).
Y! - Por que por telescópio ainda não encotramos vida extraterrestre, já que podemos analisar os compostos de corpos celestes? 
CAW - A gente tem que ter a sorte de apontar para o lugar certo. Além disso, para se ter uma ideia, de 500 planetas encontrados fora do Sistema Solar apenas no máximo seis são parecidos com a Terra. Talvez, a próxima geração de satélites seja capaz de ver mais longe e analisar os elementos químicos desses planetas.
Y! - Apesar de todos esses obstáculos, acredita-se que ainda encontraremos vida em outro lugar que não seja a Terra? Aliás, por que os cientistas insistem nas luas de Júpiter? 
CAW - Pensando de maneira bem ortodoxa, se eu tiver que apostar uma garrafa de um bom vinho, diria que encontraríamos vida simples como bactérias dentro do Sistema Solar. Só não saberia dizer quando, pois seria um chute. Pode demorar 100 anos ou dez. As luas de Júpiter alimentam esperanças por terem um tamanho parecido com o da Terra e uma temperatura média acima de 0ºC, que consegue manter a água líquida - um ambiente bacana para as bactérias aparecerem. Uma vida mais complexa já é outra história. Primeiro, pois como surgiu a vida na Terra continua sendo um mistério. Aliás, esse é o pulo do gato. Depois, a evolução é algo mais complicado ainda. Envie uma bactéria para o espaço. É capaz que ela sobreviva em uma rocha por anos. Um ser humano morreria por vários motivos, falta de oxigênio, radiação, infecção.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A ATITUDE DE GRATIDÃO

29/11/2010

Você é grato pelo que Deus tem feito em sua vida? Por que devemos ser gratos? Porque isso é bíblico. Paulo exortou: Sejam gratos e louvem ao seu nome [do Senhor] (Cl 3.15). Em tudo o que você fizer, dê graças a Deus, pois a gratidão atrai a presença do Altíssimo, que manifesta a presença do Espírito Santo em sua vida, abençoando-o e atraindo outros para Cristo.

Ser grato não envolve apenas os seus sentimentos; implica também o seu pensamento e a sua vontade. Você pensa a respeito e decide ser grato; então, suas emoções correspondem à sua decisão.

Paulo disse que devemos embriagar-nos do Espírito, e não de vinho (Ef 5.18), e dar graças sempre (1 Ts 5.18). Se você não é grato, não é cheio do Espírito Santo. Um dos gomos do fruto do Espírito é a alegria. Mas sem gratidão, você não será cheio do Espírito e nunca conhecerá a verdadeira alegria e não alcançará todas as bênçãos que o Senhor tem para a sua vida. Suas orações não serão atendidas.

Além disso, ninguém, nem mesmo o Criador, gosta de estar perto de pessoas ingratas. Já percebeu como as pessoas negativas nunca são gratas? O Senhor lhes deu a vida como um presente, mas é o que elas fazem dela que demonstra se reconhecem isso ou não. Contudo, muitas não fazem nada além de reclamar.

Sabe qual o oposto da gratidão? A murmuração! Veja o que está escrito no livro de Judas 1.16: Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse.

Há estudos em psicologia que têm constatado que muitas pessoas gostariam de ser outra, se pudessem. Por que isso? Cada pessoa é única! Não há ninguém igual a mim ou a você na terra! Nossas impressões digitais comprovam que cada um de nós é único; é uma expressão de Deus!

Será que somos tão ingratos a ponto de não apreciarmos também as coisas simples que Deus tem feito por nós? Quando reclamamos do que não temos, estamos murmurando da provisão de Deus. Quando nos queixamos de onde estamos na vida, demonstramos não estarmos satisfeito com a liderança do Senhor e, principalmente, nossa inabilidade em obedecer à Sua autoridade. Quando reclamamos de quem somos, subestimamos a soberania do Criador.

O apóstolo Paulo, em Romanos 1, falou de pessoas que conheceram o Senhor, mas não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças (v. 21). Não foram gratas. O entendimento delas se corrompeu, e elas adoraram a criação, em vez de o Criador.

Não seja ingrato! Faça todas as suas atividades sem murmurar, mesmo aquelas menos chatas. Lembre-se da recomendação do apóstolo Paulo: Fazei todas as coisas sem murmurações (Filipenses 2.14).

Se você tem sido ingrato e murmurado contra o Senhor? Hoje, confesse ao Senhor toda forma de murmuração, ingratidão e insubmissão a Ele. Sua gratidão ao Pai será revertida em bênçãos para a sua vida.

Lembre-se que, antes de alimentar aproximadamente 15 mil pessoas, Jesus agradeceu a Deus pelo alimento, e o Pai o multiplicou. Antes de ressuscitar Lázaro, Cristo orou dando graças ao Pai, e os que viram esse tremendo milagre glorificaram a Deus e creram que Jesus é o Messias (Jo 11.41). Se você precisa de um milagre, seja grato a Deus e ofereça louvor a Ele. Levante as suas mãos e dê graças, independente das circunstâncias. Agradeça o Senhor pela escuridão, pelas lutas, por toda “dor de cabeça”, porque essa adversidade fará com que você ore e busque mais o Altíssimo. E suas ações de graças, redundarão em bênção sem par. Entre[mos] pelos portões do Templo com ações de graças, entrem[os] nos seus pátios com louvor. Louvem[mos] a Deus e sejam[os] agradecidos a ele
(Sl 100.4 NTLH).

Marcus Gregório é pastor do Ministério Apascentar de Nova Iguaçu e escritor.